Dicas Ultimo Capítulo para Escritores:

Seção 1 – Gramática:

Esta seção contará com os tópicos:

¨       Fonética

¨       Pontuação

¨       Nova Ortografia

¨       Parágrafo

¨       Letras maiúsculas

Fonética:

  • A primeira dica é extremamente óbvia, mas ainda assim, é importante deixá-la registrada, já que é muito comum na internet encontrarmos erros decorrentes do desconhecimento – ou ignorância deste fato. Não é porque algo soa de uma forma que é escrita deste ou daquele modo. Então, se uma palavra parecer estranha aos seus olhos, ou você não tem certeza de como ela é escrita, existem três opções:
    • Procurar no doutor Google: O cara que tem respostas para tudo, não nos deixaria na mão numa hora de aperto, certo? É só digitar a palavrinha lá, que se ela estiver errada, você não vai demorar a descobrir.
    • Procurar à moda antiga: Se você nasceu no Séc. XX, como eu, você deve estar familiarizado com um livro grosso, chamado dicionário. É bem simples: Você procura uma palavra em suas páginas, e ele te mostra o jeito de se escrever, a separação das sílabas, a fonética, e ainda, de quebra, o significado. Os mais antigos devem ter os grande Aurélios, como o meu, mas qualquer um deve servir aos seus propósitos do mesmo jeito.
    • Usar – com moderação – recursos robóticos: Nós, escritores modernos, temos algo que Shakespeare, Kafka e Ernest Hemingway não tinham em seus cadernos manuscritos e máquinas de escrever: Um corretor automático. Se você é como eu, que digita seus manuscritos no computador, você provavelmente já se irritou com aquela pequena linha vermelha abaixo da sua palavra. Algumas vezes, ela pode servir de grande bem, inclusive corrigindo erros de concordância e de gramática que você pode ter cometido pelo caminho.
    • OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Algo que eu aprendi com a dura escola dos escritores, é que o Word não é, e jamais será nenhum professor de gramática. Muitas vezes, os erros em que ele repara não são realmente erros (Por exemplo, meu nome), mas ramos usuais e corretos da nossa língua eternamente mutante, que nosso robô ajudante não está totalmente preparado para lidar. Já cansei de dizer a ele que é “Levar um tapa” e não “Levar uma tapa”, mas, diferente de um professor de gramática, ele não quer saber da sua opinião.

 

Pontuação:

 

  • Falar de pontuação, para mim, é um assunto muito delicado. Quando criei essas dicas pela primeira vez, ainda em meu blog antigo, o Serei Escritora, eu estava arrepiada por ter passeado pelo submundo das histórias nos tópicos do Orkut. Desde então, eu não tenho mais sido assombrada por nenhum dos horrores que notei naquela pequena visita. Porém, só para garantir, vou deixar registrado aqui, no cantinho, para evitar que uma tragédia literária como aquela volte a acontecer:

¨       Ponto de exclamação: Como diz o nome, ele serve para exclamar. Exclamar, de acordo com o mini-dicionário Houassis, 4ª edição, quer dizer: “ Dizer (algo) com espanto, alegria, admiração, ECT., por meio de exclamação”. Isso quer dizer que, quando você quiser dar ênfase em alguma coisa, use esse colega “!”. Mas não vale dar ênfase em tudo. Use com moderação!

¨       Ponto de interrogação: Quanto a esse, molezinha, todo mundo conhece. Quando for fazer uma pergunta, lá está ele. Mas ainda assim, tenho uma observação importante para fazer:

  • Deixar claro que o personagem fez uma pergunta antes que a frase seja dita, não torna ela uma pergunta. Só o ponto de interrogação tem esse poder. Não é redundância, é gramática.
  • Aqui vai uma dica: Agora que você já aprendeu a usar o ponto de exclamação, que tal usá-lo em conjunto com o ponto de interrogação para criar uma pergunta exclamada?! Mas lembre-se, a interrogação vem antes da exclamação, e são apenas duas. Não tem necessidade para mais delas.

¨       Ponto final: Se você é daqueles que só conseguia finalizar frases com os dois pontos acima, não se desespere! Esse carinha está aqui para te ajudar. Ele é bem simples, e não necessita muito cuidado. Só deixe ele no fim das frases normais, e ele vai ficar bem, e cuidar da coerência de tudo para você.

¨       Vírgula: Essa aqui é uma bandida. Está sempre antes de “e” e de “mas”, e a gulosa também adora se meter nos apostos e vocativos alheios. É meio chatinha, mas você acaba se habituando.

  • OBSERVAÇÃO: O Word adora corrigi-las, mesmo quando estão no lugar certo.

¨       Ponto e vírgula: Acabou-se na nova ortografia, mas se você insiste, só não esqueça que depois dele, vem letra minúscula.

¨       Dois pontos: É pouco usual, pelo menos para mim, durante a escrita de um projeto. Você só usa quando vai dar uma informação importante e chocante, mas geralmente o uso dele quebra o clima de suspense, então opto sempre pelas reticências, que dão mais espaço entre a frase e a revelação.

¨       Reticências: Essas são uns amores, e preciso me segurar para não usá-las o tempo todo. Apesar de encherem seu livro de mistério, elas também podem ser perigosas. Os conhecidos três pontinhos (…) só devem ser usados para dar a ideia de continuidade. Eles não são um ponto final level 3, ok?

Nova Ortografia:

  • A malvada não prestou desde o princípio, e vem causando desde então. Ainda não tive o prazer de conhecer alguém que goste da Nova Ortografia, mas estou aberta a novidades. Ainda assim, não é muito difícil se adaptar à bandida. A gente tropeça um pouco, principalmente porque escrevemos de uma forma a vida inteira, e agora precisamos escrever de outro, mas a vida é assim, e precisamos nos adaptar as mudanças. Isto aqui é só um lembrete, pois da dita cuja, só sei que a “ideia” perdeu o acento.

Parágrafo:

 

  • Apesar de todo mundo já estar careca de saber disso, é bom lembrar. O parágrafo é uma parte importante, não só dessa seção, como da seguinte, a que vai tratar da estética da sua história. Caso você não saiba, em cima da sua tecla CAPS LOCK, há uma tecla chamada Tab, que recua automaticamente um parágrafo uniforme cada vez que é acionado. Use no começo de cada parágrafo, e nunca mais se preocupe!

Letra maiúscula:

  • Toda vez que ouço essas duas palavras, meu subconsciente me leva de volta ao jardim de infância quando a professor ditava: Parágrafo, letra maiúscula. Duvido que com você foi diferente. De qualquer modo, isso é de certa forma, tão óbvio quanto as outras coisas acima. Mas tem algo que eu descobri sozinha, que me atingiu como um tapa quando veio a tona. Se depois dos travessões você colocar essa belezinha, de repente, o seu projeto deixa de ser um caderno de gaveta e vira uma publicação quase completa. Vale a pena, se não pela gramática, pela estética! – Que coincidentemente, é a próxima seção!

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