RESENHA // Detona Ralph

*** ATENÇÃO: Esse post contém spoilers sobre o filme Detona Ralph (2013) ***

Filme da Disney? Conte comigo!

Ultimamente, está ficando cada vez mais difícil dizer isso. Principalmente depois da minha imensa decepção com Valente, que se provou ser um poço borbulhante de promessas vazias. Porém, eu fiquei esperançosa com este filme desde o início. Por duas razões: A trilha sonora e o tema.

Owl City e Fun foram duas vozes familiares – e que eu adoro – que eu reconheci nos trailers e quando vi o fantasma do Pacman entrando em pane quando Ralph disse que não queria ser o vilão… Me fez imaginar quais as outras surpresas e loucuras que haveria nesse filme. Afinal, o universo dos games é tão vasto… As possibilidades eram infinitas!

Assim que as luzes do cinema de apagaram e os trailers terminaram, se deu início ao tradicional curta antes do filme. O curta Avião de Papel foi tão bom e tão surpreendente, que precisarei de outro post, para falar sobre ele. Enfim, curtas a parte, o filme começa com Ralph explicando um pouco da sua vida. De como ele destruía tudo por 30 anos, e de como ninguém lhe dava valor. Senti pena dele. Afinal, sem um vilão, o jogo não funciona. Precisamos de alguém para odiar. E não satisfeitos em não apreciar o que ele fazia, todos as pessoas do jogo fazem um baita bullying com o coitado que morava em um tronco no lixão cheio de tijolos. Comecei a odiar todos os cidadãos daquele prediozinho nojento. Honestamente, se eu fosse o Ralph, já tinha destruído aquele lugar anos atrás. Mas enfim, ele era nobre e o filme precisava de um enredo.

Acaba que prometem para o Ralph que se ele conseguir uma medalha, ele pode fazer parte da panelinha do prédio. Ele invade um jogo ao estilo Call of Duty, consegue uma medalha e acaba ferrando outro jogo se querer, onde ele conhece Vanellope, a coisa mais fofa que eu já vi na minha vida, com a pior dublagem. E acontece, que a baixinha com atitude também sofria bullying, o que me fez odiar ainda mais as pessoinhas dos jogos. Tudo indicava que ela era um bug no sistema, mas no final, aconteceu que ela era a principal do jogo, e todos que a odiavam foram executados… Brincadeira, mas bem que eu queria.

Detona Ralph quebrou o horror que senti quando Valente apareceu: De filmes com a lição praticamente cuspida em sua cara, já mastigada e processada, sem que você tenha que procurar por ela. Ele é exatamente o que um filme da Disney deve ser, porém senti falta da Pixar nele. Senti falta da criatividade deles para levar o universo dos games mais além. Durante o filme todo, você só é envolvido por 5 jogos no máximo, dois deles clássicos (Um deles, Pacman). Isso, no gigantesco universo dos jogos, tanto de fliperama quanto games de console – mesmo que a Disney só tenha conseguido acordo com a Nintendo (O que parece ter sido o caso, já que o logo apareceu como o fabricante de um dos jogos fictícios, e o Sonic e seu vilão deram o ar da sua graça) – foi extremamente frustrante, pelo menos para mim.

Sobre a trilha sonora, não ouvi a música que eu queria, Some Nights, que toca em um dos trailers. Porém, tenho que dizer, que apesar de todas as músicas e artistas desconhecidos, elas se adequaram muito bem ao filme e eu com certeza vou procurá-las para baixar. Sobre o enredo. Impecável, como costume da Disney. Nenhuma ponta solta.

Recomendo o filme principalmente para crianças (isso inclui adolescentes e adultos com espíritos de criança), mas para qualquer um que tenha esperanças de ver um filme ESPECIFICAMENTE sobre videogames, desista.

Bellatriz Fernandes

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