RESENHA // Oz, Mágico e Poderoso

**ATENÇÃO: O artigo a seguir pode conter spoilers sobre o filme Oz, Mágico e Poderoso (Disney, 2013)**

Tive a oportunidade de assistir, pertíssimo do dia da estreia, a nova adaptação do momento, Oz, Mágico e Poderoso.

Tenho que dizer, que grande parte das minhas expectativas foram atendidas – e algumas até mesmo superadas, como é o caso dos efeitos especiais, brilhantemente ministrados.

O filme conta a história de Oscar Diggs, um mágico de um circo itinerante, com um fraco por mulheres – especialmente se aproveitar de mulheres. Para cada uma, ele concede uma caixa de música, dizendo se tratar da caixa de sua avó, uma imperatriz há muito morta em batalha – uma batalha que nem ele sabe o nome.

O filme se inicia no Kansas e em preto e branco, como o filme original do Mágico de Oz – embora o mais conhecido, a versão de 1939, pareça ser em cores. Depois de uma performance desastrosa em que uma garota cadeirante pede que ele a cure, ele recebe a visita de uma moça, Anne, que segundo suas próprias palavras, é especial. Anne diz a ele que outro homem a pediu em casamento, mas que ela prometera pensar. Oscar confessa a ela que não quera ser como o homem que a pediu em casamento, ou como o pai dele fora, “lavrando a terra para então morrer com a face voltada para ela”. Ele lhe dá os parabéns pelo noivado, e então é atacado pelo namorado zangado de uma das moças a quem ele deu a caixa de música.

Em fuga, Diggs se abriga em um balão, que é levado para longe por um tornado, como na história original.

A sequencia de efeitos a seguir é de tirar o fôlego. O diretor de efeitos, cujo nome não consigo localizar, fez um trabalho incrível, concentrando-se em pequenos detalhes, como arco-íris em quedas d’água e a sensação de vertigem que estas nos forneciam.

Toda a terra de Oz era uma mistura de Tim Burton e Dr. Seuss, embora menos sufocante do que a beleza bizarra de Burton e mais adulta e madura do que as terras criadas por Seuss.

Um dos grandes questionamentos que eu tinha, era porque no poster do filme haviam três mulheres. Imaginei que todas iam cair de amores por ele, o que me concedeu um grande preconceito, especialmente quando Theodora, a Bruxa Boa apareceu, e foi seduzida em menos de uma noite. Porém, na Cidade de Esmeralda, sua irmã, Evanora, não se deixa cair em tentação, o que me deu uma boa sensação sobre ela, embora fosse deveras equivocada.

Outros personagens nos são apresentados: O macaco Finley – que se torna seu fiel criado por ter-lhe salvo a vida, e China Girl (Em português algo como Garota de Porcelana), uma garotinha mimada à qual ele conserta as pernas depois de ela tê-las quebrado – afinal, ela é de porcelana.

O filme é repleto de simbolismos: O criado Finley, é na verdade seu amigo mostrado no início do filme, seu ajudante, ao qual ele mesmo chamou de macaco amestrado. China Girl representa a garotinha que acreditava que ele podia consertar suas pernas. E por fim, seu par romântico definitivo, a bruxa boa Glinda, representava – inclusive com a mesma atriz – sua amada Annie.

O fim do filme deixa o terreno preparado e arado para a história de Oz que todos conhecemos e amamos.

Quanto à atuação, James Franco (Oz), apesar de parecer completamente em casa no cenário de fantasia, deixou a desejar como galã, mostrando uma atuação morna.

Mila Kunis (Theodora – A bruxa boa), estava perfeita como em todos os filmes em que eu a vi atuar. Parecia realmente ter nascido para Oz. Pela primeira vez em todos os filmes em que a vejo atuar, ela não só não fica com o mocinho, como se torna má. Atuação brilhante, assim como a de sua “irmã”, a bruxa má, Evanora, interpretada por Rachel Weisz.

A bruxa boa, Glinda e Annie, são interpretadas por Michelle Williams, uma escolha arriscada para o gênero. Ela tem uma beleza singular, mais para uma professora de jardim de infância do que para a rainha da terra de Oz. Sua atuação foi tão morna quanto a de James Franco, o que os tornou um casal quase frio.

Uma das partes interessantes do filme, é que Oz não é um feiticeiro. Ele é um mágico. Ele nunca faz nenhum tipo de mágica real. Ele ilude à todos – inclusive aos inimigos. Mas é surpreendente a forma como ele não possui absolutamente nenhuma magia. Nós podemos facilmente nos esquecer que Oz nunca realiza o desejo de Dorothy de voltar ao Kansas. Ela mesma o faz.

A questão central do filme é acreditar acima de todas as coisas, um tema considerado infantil, porém vivido de forma madura na tela.

Não recomendo o filme para crianças, apesar dos efeitos especiais e das piadas, penso que é um filme um pouco complexo para a mente infantil – embora fácil de assistir e entender. Vale muito a pena ver em 3D. Recomendo-o para amantes de fantasia, porém não à fãs de romance.

“Eu não sou o mago que vocês esperavam que eu fosse, mas talvez eu seja o mago que vocês precisam.” – Oscar “Oz” Diggs

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