RESENHA // Reino Escondido

**ATENÇÃO: O artigo a seguir pode conter spoilers sobre o filme Reino Escondido (Blue Skyes Studios – 2013)

Quem me conhece sabe que a animação ocupa uma parte muito importante da minha vida, seja desenhos simples como Hora de Aventura ou elaborados como Wall-E, eu sempre fui apaixonada por animação. Quando eu era pequena, um dos meus sonhos – ainda é, na verdade – era ser dubladora de animação.

Nos últimos tempos, talvez seja porque cresci, a animação vem tomando alguns rumos… No mínimo inusitados. Como é exemplo do filme Turbo que deve estudar no dia 17  de julho que conta a história de um caramujo que vira um carro de corrida. Lentamente eu me sinto perder aquela ideia deliciosa da animação de contos de fadas modernos, e aquela sensação de voltar a ser criança a cada sentada na poltrona da sala de cinema.

Posso seguramente afirmar que Reino Escondido me trouxe novamente a sensação de ser uma garotinha na sua primeira sessão.

O enredo, baseado no livro The Leaf Man and the Brave Good Bugs (Os homens-folha e os bons e bravos insetos) de William Joyce, fala sobre Mary Katherine, uma órfã de mãe que muda-se para a casa de seu pai, que está envolvido em uma grande pesquise insana – razão do fim do seu casamento com a mãe de Mary Katherine. Sobre o que? Pequenas pessoinhas que vivem debaixo do nosso nariz. Porque nunca as vimos? Elas vivem em um tempo diferente do nosso, mais rápido.

Paralelamente a essa história, conhecemos a rainha Tara, uma das personagens mais bem construídas que já tive o prazer de assistir. Do momento que apareceu até o fim dos créditos, desejei que ela não saísse da frente da tela um segundo que fosse. Ela é corajosa, divertida, e – o mais interessante de tudo, pelo menos do ponto de vista da inovação da animação – negra. Sim, apenas a segunda personagem negra desde a estréia de A Princesa e o Sapo em 2009.

Rainha Tara, dublada na versão original por Beyoncé.

Também somos apresentados ao resto dos personagens da trama: Ronin e Nod. Ah, e Mandrake. Nenhum filme de animação é perfeito sem um bom vilão, embora Mandrake traga muitos traços do filme antecessor a esse, A Origem dos Guardiões. Mandrake parece ser fortemente inspirado por Breu, a nova versão do bicho-papão.

Depois de receber uma responsabilidade muito importante da Rainha Tara, Mary Katherine encolhe ao tamanho dos velozes homem folha em uma sequencia muito “Aliceana”, por assim dizer. No bom sentido.

O final é inovador e diferente de qualquer coisa que você pudesse imaginar – muito embora seja um pouco frustrante.

Há muita ação no filme e o tempo passa muito rápido. Sequencias de fuga são frequentes e pulos vertiginosos ficaram brilhantemente projetados no 3D.

Um corta clima? Mub e Grub, as lesmas. Eles estavam lá para forçar humor para dentro do filme, mas não acho que tenha funcionado tão bem quanto outros pares de personagens coadjuvantes (Tais como os alces de Irmão Urso, Rutt e Tuke, e os passarinhos de Rio, Pedro e Nico).

Como eu disse antes, Reino Escondido traz de volta as aventuras épicas que mudam vidas (Como o nome em inglês mesmo diz: Epic). Faz vibrar e torcer, e se perguntar a cada instante o que será do fim?

Sensacional. Aprovado!

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