Ás vezes

Às vezes sou o macaco

Nas outras, a banana

Não quero derrubar ninguém

Mas sou derrubada no chão

Às vezes eu sou o pombo

Tão sem graça

Quando só quero ser

O flamingo

 

Às vezes sou o cão

Outras, a cauda

Quem persegue quem?

Acabou tonta

De qualquer jeito

 

Às vezes eu sou eu

E não quero ser. 

E quando sou, 

Nem noto. 

 

Às vezes sou louça,

em outras, caco. 

Sou a mesma coisa

Diferente

Será?

 

Gosto de ser papel de parede

E ficar quietinha no canto

Mas esse não começa com “às vezes”

Esse é sempre mesmo

 

Às vezes sou o giz que desenha

Criativo

Outras, pó

Que só faz espirrar

 

Às vezes caneta,

Às vezes mancha de tinta

Que pinta, e pinta, e pinta. 

 

Às vezes,

Mas só às vezes. 

Às vezes

Eu

Apenas

Sou.

 

Bellatriz Fernandes 30/09/13

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