RESENHA // Malévola

Atenção: Este artigo pode conter spoilers sobre a trama de Malévola (Disney – 2014). As expectativas eram altas.

Vilões da Disney tem se tornado cada vez mais icônicos, uma vez que as meninas cansaram dos contos de fada planos e sem graça e exigem uma maior complexidade do que o conflito entre os bons e os maus.

E apesar de toda a promessa de quebra de paradigma, o filme todo é como uma das animações clássicas. Se ele iniciasse com o livro abrindo, seria apenas mais um clichê adicionado à lista. A história é linear, o que, de certa forma, não nos apresentou quebra de paradigma nenhuma, mas sim uma nova história.

Seguimos Malévola desde criança a medida que ela cresce, se apaixona e é traída por ninguém mais, ninguém menos que Rei Stefan, o pai de Aurora. Como manda o figurino, Malévola enfeitiça a princesinha devido ao seu ódio ao rei, especificamente, mas mais tarde, a medida que a menina cresce, negligenciada pelas fadas que a criam, ela acaba se arrependendo, caindo nos encantos da doce Aurora. E ela se surpreende quando descobre que a garota não só não faz ideia de quem ela é ou sobre a maldição, mas acredita piamente que Malévola é sua fada madrinha.

Mais uma tentativa e mais uma falha: O beijo de amor verdadeiro que despertou Aurora de seu sono profundo não foi o do príncipe, mas sim o de Malévola – um amor maternal. Isso teria sido inovador se a Disney não tivesse feito isso há menos de 4 meses atrás, em Frozen – Uma Aventura Congelante.

E o final, decepcionante, para não usar outra palavra. Tudo se acerta, todos voltam a ser amigos, todos os erros são apagados. Fim. O livro se fecha.

Não é um filme ruim. Mas não é inovador, envolvente. É só mais um filme da Disney. Para falar a verdade, são vários filmes da Disney. A começar pelo desfecho de Frozen, os cenários e criaturas mágicas pareceram ter sido reciclados de Alice No País das Maravilhas (Versão de Tim Burton) ou Oz – Mágico e Poderoso, sem falar no drama explorado em Once Upon a Time, de uma fada que perdeu suas asas (Caso você não saiba, a ABC e a Disney são uma companhia só). Os efeitos não chegam a ser nenhum Avatar, de fartar os olhos, mas são bem feitos, como é do feitio da Disney.A direção de arte rendeu algumas imagens bacanas e muito bem iluminadas.

Angelina Jolie, como sempre, estava maravilhosa, embora não acho que ela tenha capturado o espírito de Malévola tão bem quanto poderia. Elle Fanning só ganhou o papel por seu sorriso cativante – necessário para a trama do filme – porque fora isso, apresentou uma Aurora deplorável, tão consistente quanto pudim. Isso sem falar no príncipe, que demonstrou menos química com a princesa do que o servente-corvo de Malévola (Sim, eu shippei ela com o corvo, me julguem).

Se eu precisasse dar uma nota, daria algo como 3/5. É uma boa diversão, mas não posso dizer que recomendo.

E aí? O que achou? Conta aí!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s